segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A ignorância de um caricaturista dinamarquês

Pelo quinto dia consecutivo, Copenhage e outras cidades na Dinamarca sofreram com incêndios criminosos, em protesto contra a republicação por jornais locais de uma polêmica caricatura do profeta maomé. Assim é o começo de uma matéria sobre o assunto, publicada no Zero Hora de domingo, 16 de fevereiro de 2008.

Os incêndios são criminosos, foram presos nove suspeitos de participar dessas ações, todos muçulmanos, aliás os muçulmanos também ameaçaram não só Kurt Westergaard, o autor das charges como também os jornais e outros que defenderam a publicação destas. A mídia no geral sempre nos passa a idéia de que os muçulmanos são sempre o "lado ruim" da história, que a Europa é civilizada e que eles não, inclusive desmerecem seus costumes e suas crenças e para a opinião geral guerras como a do Iraque matam poucas pessoas e são necessárias pois "civilizados ocidentais" defendem valores como a democracia, liberdade de opinião e outras mais. Isso não quer dizer que eu defenda muçulmanos e árabes, é de se concordar que a sociedade ocidental está "anos luz" a frente deles, ao menos no mundo ocidental a mulher tem seus direitos resguardados, as pessoas tem liberdade de escolherem a sua religião, as orientações sexuais são respeitadas, quase todos os países vivem em democracias.

Ma também essa liberdade toda caminha hoje para uma perda de valores na sociedade ocidental, é inadmissível que se ofenda valores como a família, a religião, a crença das pessoas com a simples desculpa da liberdade de expressão. Talvez o cidadão que criou as caricaturas não tenha crença em nada, não acreidte no cristianismo, não compartilhe algum conhecimento a respeito do que pensam os árabes, ele se revelou um completo ignorante que não respeita o que pensam outras pessoas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Ministro do STF volta a criticar sigilo de cartões

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello voltou a criticar o sigilo de informações relativas aos gastos com cartões corporativos – mesmo as relativas à segurança da presidência da República.

— O exemplo vem de cima. Quando não é bom evidentemente que a coisa toda degringola, considerando qualquer gasto. O que se gasta é o dinheiro público, do contribuinte. Há de haver a prestação de contas. Não se pode evocar a proteção da presidência para ter-se uma verdadeira blindagem — disse Marco Aurélio, ao chegar à sessão do STF, segundo informações do site G1.

— Sigilo nem da segurança do presidente da República. A segurança do presidente da República é bom até que se divulgue para se inibir atos atentatórios ao próprio presidente — enfatizou.

Indagado se poderia estar ocorrendo abuso no uso de cartões, o ministro foi irônico.

— Ele (o cartão corporativo) facilita as coisas, tendo aí a expressão ‘as coisas’ como bem quiserem — afirmou.

O ministro Celso de Mello também defendeu a publicidade dos gastos com cartões.

— O importante é dar-se publicidade. Preocupa-me a invocação do princípio da segurança nacional, porque, quando invocado em tempos históricos recentes, o foi para subverter as liberdades públicas — afirmou.

— Nada mais adequado do que a prática transparente das atividades governamentais notadamente quando se cuida de atividades financeiras, porque envolvem o dinheiro do contribuinte. E ele tem o direito de saber como o seu dinheiro está sendo utilizado — complementou Celso de Mello.

Ministro diz que já havia ressarcido União por compra de tapioca

Política | 11/02/2008 | 16h49min

Ministro diz que já havia ressarcido União por compra de tapioca
Orlando Silva informou que despesa de R$ 8,30 foi paga em outubro de 2007
O ministro do Esporte, Orlando Silva, através de sua assessoria de imprensa, divulgou nota informando que a despesa de R$ 8,30, paga com cartão corporativo do governo por uma tapioca, num restaurante de Brasília, já foi ressarcida à União. Segundo ele, notícias divulgadas na imprensa "não informavam todos os aspectos do fato".

O ministro alega que o valor foi devolvido ao erário público no dia 29 de outubro de 2007, de "sua própria iniciativa, espontaneamente". Portanto, afirma, "a devolução ocorreu antes da deflagração pública da discussão do tema".


ZEROHORA.COM

sábado, 26 de janeiro de 2008

Impressões da Alemanha

Estar na Alemanha por 34 dias foi um grande aprendizado para mim. Conheci senhores e gente jovem, alemães e estrangeiros, e quantos estrangeiros. Em uma noite na casa de amigos romenos eramos 15 pessoas de nove nacionalidades diferentes, Brasil, Itália, Polônia, França, Espanha, Croácia, Ucrânia, Romênia e é claro Alemanha, mesmo sendo apenas uma representante. Devido a situação economica na Alemanha muitas emigram para lá, sobretudo dos países do leste europeu e Turquia. Uma das coisas que mais me chamaram atenção por lá foi a organização dos alemães.

Com relação as florestes, todas são protegidas por leis. O cidadão consegue uma licença para derrubar as árvores que necessita, depois pinta um círculo sobre ela e um segundo cidadão vai lá e a derruba. Quanto as lavouras foi impossível achar um galho caído ou sujeira perto das estradas. Para visitar os alemães é preciso combinar com breve antecedência e se possível dizer até que horário ficará com eles. Eu precisava pesquisas sobre minha família por lá, portanto havia entrado em contato com parentes distantes e pesquisadores ainda antes de minha chegada na Alemanha. Ao chegar liguei para um deles e tentei dar uma de brasileiro, combinei de visitá-lo na sexta-feira mas ao telefone disse que de repente iría visitá-lo talvez já na quinta-feira, ele me pergunto, você não sabe exato quando virá? eu fiquei sem jeito, talvez achei que ele diría, então já podes vir na quinta, logo finalizei, eu irei lhe visitar na sexta-feira. Ou quando fui para uma outra cidade, cheguei lá como combinado mas não havia ligado para o alemão dizendo o horário exato que iria chegar na estação para ele me buscar. Logo fui até o telefone público e quando liguei para ele já veio a bronca, "você não ficou de ligar ontem para mim? o que eu faço agora?" eu logo me desculpei e então ele disse para eu esperar por meia hora. Nas casas há sempre um calendário com todas as programações da família durante o ano, tudo é escrito exato, tal dia, férias em tal lugar... tal dia dentista, médico.

O que achei fantástico foi a pontualidade deles, no primeiro dia na minha chegada em Frankfurt, fiquei cuidando, o trem partía as 17:43, quando os ponteiros do relógio fecharam o horário delimitado, as portas do trem se fecharam e o trem partiu. Quando um trem se atrazava logo a maquinista dizia, "minhas senhoras e senhores, desculpe pelo atraso devido a tal incidente..." pedia não só desculpas como também explicava o porque do atraso. Um dia elogiei a um senhor a pontualidade e o respeito dos alemães, logo veio sua resposta, "nós somos pontuais pois não gostamos de fazer os outros de bobos". A se no Brasil fosse assim, aqui há falta de pontualidade em tudo, os alunos na Universidade, os professores, os palestrantes, as próprias pessoas para com seus familiares, realmente dá para perceber que falta muito respeito por aqui. Se tivessemos ao menos um pouco de pontualidade como os alemães, já sería diferente.

São muitas as impressões que ficaram marcadas em minha pessoa. O capricho, a segurança, as belezas não naturais, mas de magníficas construções feitas pelos alemães ao longos dos séculos, a história que há nesse país, a educação o respeito que há pela cultura, pela leitura, pelos livros e acima de tudo a organização, as vezes pode ser exagerada, mas antes a organização que a falta dela.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Calw

Hoje é o segundo dia que estou na Alemanha. Estou em Calw, uma cidade de 23.000 habitantes a 33 km de Stuttgart.

Hoje pela manha fui a Böblingen onde acompanhei o padre para entregar uma correspondência em uma igreja. Apenas consegui ver pelos vidros do carro esta cidade, como a maior parte das cidades alemas, tem a parte nova e a parte antiga, a "altstadt" que no caso de Böblingen fica em um pequeno morro. Depois fomos a Sindelfingen onde fica a grande fábrica da Mercedes, lá trabalham 30.000 pessoas, uma parte da grande fábrica fica aberta e é permitida para visitas, apenas uma pequena parte, a entrada, depois há também um bistro, uma loja e uma exposicao de alguns carros. Os precos sao altos, um macaco de pelúcia custa 200 euros, o que dirá os carros fabricados ali, 110, 150, 200 mil euros, e aí vai, mas também tem carros pequenos e "econômicos" a partir de 11 mil euros. Também caminhamos por Sindelfingen, o impressionante é o número de imigrantes aqui na Alemanha, se vê portugueses, chineses e japoneses (difícil de distinguir quanto a nacionalidade devido as características físicas parecidas de ambos os povos), italianos, croatas, muculmanos que sao facilmente reconhecíveis pois quase todas as mulheres muculmanas usam véu. Outra coisa interessante é uma livraria que vimos e que como quase todas por aqui, deixa muitos livros na rua, eles estao ali expostos longe dos olhos da vendedora que está dentro da loja trabalhando, sinal que nao há roubos por aqui.

Quando voltei de Sindelfingen fui sozinho fazer uma caminhada aqui em Calw, esta pequena cidade é banhada pelo rio Nagold. É cercada por dois morros ocupados para residências e no meio deles está a altstadt, a parte antiga, é tudo muito lindo, quase todas as contrucoes sao em estilo enxaimel, a cidade foi fundada em 1075, quase todas as contrucoes foram renovadas e naquelas onde nasceram pessoas ilustres para a cidade, encontra-se sempre a frente uma placa em inglês e alemao com as descricoes tanto do ano de construcao quanto sobre o indivíduo que nasceu ali. As igrejas, tanto a católica quanto a luterana, tem uma grande placa com os nomes de todos os municípes que faleceram na primeira e na segunda guerra. Muitas casas tem inscricoes, o ano em que foram contruídas, até o sobrenome dos proprietários, eum uma residência construída em 1715 existe duas frases muito interessantes, "Die alten Strassen noch, die alten Häuser noch. Die alten Freunde aber, sind nicht mehr", na traducao para o português: "Ainda as ruas antigas, ainda as casas antigas. Mas os velhos amigos nao estao mais". Outra coisa muito linda é a ponte da cidade, construída em 1400 com uma capela sobre ela bem ao lado. Também colocaram sobre a ponte uma estátua de seu cidadao mais iulstre, o poeta Hermann Hesse.

Também há construcoes modernas por aqui, embora algumas como o caso de um estacionamento privado no centro ca cidade antiga nas marges do rio Nagold estraga parte da bela paisagem das construcoes ao lado do rio. Há um grande mercado bem no centro e se encontra de tudo. A cidade já está sendo decorada para o natal, há luzes nos telhados de quase todas as casas antigas em volta da igreja luterana e também decoracao nas poucas árvores plantadas em frente a algumas casas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A extinção da CPMF

Ontem, dia 13 de dezembro, durante a madrugada foi decidido em Brasília no senado se haveria uma prorrogação ou a extinção da contribuição provisória de movimentação financeira. O tema já era discutido no congresso pelos deputados e senadores e havia um amplo debate entre a sociedade devido a grande divulgação da votação por parte da mídia do nosso país. O governo sofreu sua maior derrota em cinco anos, seis senadores aliados ao governo votaram pelo não a prorrogação.

A finalização desse imposto coloca em cheque a base aliada do governo federal. O presidente e seu grupo aconselharam todos os partidos aliados a votarem contra a perda do mandato do senador Renan Calheiros e Lula achava isso necessário para ter o apoio principalmente do PMDB para a votação de ontem, de alguns realmente conseguiu, até Pedro Simon votou a favor do imposto e na tribuna se posicionou para um adiamento da seção para maior diálogo entre o governo e a oposição.

Para o governo segundo as declarações de ontem à tarde, a saúde será prejudicada com a perda de seis bilhões que através do programa de aceleração de crescimento, seriam investidos nessa área. O governo ameaçou ainda antes da votação que se não houvesse aprovação faria cortes em investimentos e declarou após os resultados que as pessoas mais pobres perderiam com isso.

Esse dinheiro que agora não irá para os cofres públicos representa apenas 6% do total arrecadado pela União, se nossos líderes realmente prezam por uma boa administração e são eficientes, saberão onde reduzir gastos para não precisar um aumento de outros impostos. O problema que não existe só no governo federal, também em muitas prefeituras e estados é a falta de responsabilidade com as contas públicas, se gasta muito e não há compromisso para com o dinheiro do contribuinte.

O término da CPMF será bom no sentido de gerar mais consumo, receita, mais desenvolvimento para o país. Outro lado bom será uma redução nos preços de vários produtos, no geral a CPMF deixava a maior parte dos produtos cerca de 1,7% mais caros e para as empresas que atuam em áreas com maior concorrência para serem líderes de vendas, baixarão os preços e o consumidor sairá ganhando.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Unisinos vai conhecer a história de Walachai do Prof. Beno Wendling na Unisinos

Walachai é uma pequena comunidade fundada em 1829 no interior do município de Morro Reuter, RS. Seu primeiro habitante foi o imigrante Mathias Mombach e mais tarde a localidade foi habitada por famílias alemãs do Hunsrück. Em Walachai vive um senhor chamado Beno Wendling, ele foi agricultor e professor neste lugar.

Beno gosta muito de história e preocupado em preservar a memória da comunidade onde nasceu, onde trabalhou e onde reside até hoje, começou a escrever um livro, à mão, com caligrafia caprichada, que ficou pronto após nove anos de dedicação, embora ainda não publicado por editora.No livro ele conta histórias dos seus antepassados imigrantes, da chegada em Walachai, das dificuldades, do trabalho, da religiosidade, dos costumes das famílias desde a fundação do lugarejo até os últimos anos. Rejane Zilles que nasceu em Walachei e tem portanto um vínculo muito grande com essa comunidade decidiu mostrá-la para o mundo, produziu um curta metragem de quinze minutos sobre a história do professor Beno, do livro que ele escreveu e um pouco sobre o local e a vida de seus habitantes.

Para Rejane a dificuldade na produção foi na hora de resumir este grande trabalho de filmagens, entrevistas, histórias e transformá-lo em um curta metragem, para ela há ainda muito material que precisa ser divulgado sobre essa comunidade. O documentário ganhou atenção nacional e internacional, no Brasil por ser um pedaço do nosso país que poucos brasileiros conhecem e o destaque internacional devido ao povo dessa localidade preservar hábitos de seus antepassados alemães, o principal e mais citado no filme, o uso do dialeto do Hunsrück falado pelos habitantes de Walachai que não é mais utilizado dessa forma na Alemanha, tendo em vista que na pátria mãe dos imigrantes o idioma teve mudanças gramaticais e a incorporação de novas palavras não utilizadas há 183 anos atrás, quando iniciava-se no Brasil a colonização alemã.

Rejane conseguiu através da publicação desse projeto, recursos para transformar a história e os costumes da localidade em um filme de longa metragem. Os trabalhos recomeçaram e ela está juntando material para essa nova rodução. O curta metragem está sendo divulgado pela região e nessa segunda será exibido na Unisinos e contará com a presença do professor Beno Wendling, o autor do livro e homenageado nessa produção devido ao seu importante trabalho pela preservação da memória da comunidade de Walachei.

Serviço: Tema: Livro e filme "O Livro de Walachai"
Quando: 2a. feira, 10.12.2007Horário: das 19h30min às 22h
Local: Sala 1G 119 - IHUPromoção: Instituto Humanitas Unisinos - IHU PPG em História PPB em Lingüística Aplicada Zilles Produções