A semiótica estuda a lógica das ciências, das coisas, da linguagem social, a linguagem social são as formas de comunicação, de contato, representação. Os signos são comunicação, e os signos não são os do zodíaco, são as imagens, os desenhos, as formas de se expressar. Todo e qualquer fato cultural, toda e qualquer prática social, são práticas significantes, produzem linguagem e sentido. A semiótica estuda todas as formas de expressão, de signos, que está em todas as ciências, nos contatos entre as pessoas. Todos os sistemas vivos são formas de estudos.
Segue abaixo um breve resumo sobre o filme e após um resumo com os olhares da semiótica:
O filme conta uma estória que acontece no começo do século XIX durante a época das guerras napoleônicas na Prússia. Os irmãos Grimm são retratados como dois impostores que criavam histórias sobre bruxas, fantasmas e outros elementos assustadores e mexiam com o imaginário coletivo das pessoas em uma época onde devido à falta de conhecimento das pessoas e a forte predominância da igreja a maior parte das pessoas acreditavam em bruxas, fantasmas, enfim, em seres de outro mundo. Tendo em vista que a inquisição acabou na Alemanha apenas por volta de 1750, ou seja, o imaginário coletivo ainda era um campo fácil para o cultivo de crenças que cultivadas hoje seriam a prova de demência. Os irmãos Grimm lucravam com os personagens que criavam, pois diziam conhecer formas de acabar com eles, chegavam a um vilarejo e a população pagava para que os irmãos com suas técnicas eliminassem todas as ameaças da redondeza. Matavam e espantavam as bruxas, os monstros e demais perigos. O filme faz uma compilação de diversos contos dos verdadeiros irmãos Grimm (os irmãos alemães, Wilhelm e Jacob que viveram no século XIX). Para quem conhece os contos dos Grimm, é possível notar a presença de traços mais ou menos marcantes dos principais deles. A começar com a história de João e o pé de feijão quando ... troca sua vaca por feijões mágicos para ajudar a família. Depois na história de Marbaden, a aldeia onde morava a rainha da Turíngia, presa em sua torre desde a peste do século XIV. Uma das últimas meninas a desapareceram estava vestida como chapeuzinho vermelho levando um cesto de doces. Depois aparecem dois irmãos, história tirada do conto de João e Maria, passeando pela floresta e deixando migalhas de pão pelo chão, a menina desaparece. A própria rainha presa na torre é um exemplo do conto de Rapunzel, presa em uma torre sem entradas ou saídas com um enorme cabelo. Depois aparece o sapo que indicava o caminho, seria uma demonstração da história do príncipe sapo? E quando a senhora da vila aparece com uma maça vermelha para oferecer ao italiano Marcondi que liderava as tropas francesas na localidade? O exemplo da história da branca de neve.Os irmãos Grimm eram excelentes escritores, são dezenas as histórias que escreveram, o que fizeram em sua época foi uma compilação de histórias contadas de geração em geração durante séculos na Alemanha, histórias que eram feitas para adultos e jovens, e que na sua essência tinham significados morais, mas que para serem contatos para as crianças, precisavam de modificações.
A relação com a semiótica:
O filme é uma relação dos contos dos irmãos Grimm com a estória criada pelo autor. É uma representação dos contos destes irmãos de forma lúdica, atraente e divertida. Sobre os signos, qualquer coisa que se produz na consciência tem o caráter de signo. Peirce leva a noção de signo tão longe a ponto de que um signo não tenha necessariamente de ser uma representação mental, mas pode ser uma ação ou experiência, ou mesmo uma mera qualidade de impressão. O filme é assim como os contos, recheado de signos e representações. Representações da época que o filme trata, o começo do século XIX, representações da sociedade alemã daquela época, região dominada e explorada pelos franceses com pouco desenvolvimento industrial e as pessoas no geral com pouco desenvolvimento intelectual, criando assim um ambiente propício para a crença em bruxas e monstros.
Há uma enorme quantidade de definições de signo distribuídas pelos textos de Peirce, umas mais detalhadas, outras mais sintéticas, segundo as palavras de Peirce: “um signo intenta representar, em parte pelo menos, um objeto que é, portanto, num certo sentido, a causa ou determinante do signo, mesmo se o signo representar seu objeto falsamente. Mas dizer que ele representa seu objeto implica que ele afete uma mente, de tal modo que, de certa maneira, determine naquela mente algo que é mediatamente devido ao objeto. Essa determinação da qual a causa imediata é o objeto, pode ser chamada o interpretante. O signo não é um objeto, apenas está no lugar do objeto, ele só pode representar o objeto de um certo modo e uma certa capacidade. Por exemplo: a palavra casa, a pintura de uma casa, o desenho de uma casa, a fotografia de uma casa, a planta baixa de uma casa, a maquete de uma cada ou mesmo o seu olhar para uma casa, são todos signos do objeto casa. Não são a própria casa, nem a idéia geral que temos de casa. Substituem-na, apenas, cada um deles de um certo modo que depende da natureza do próprio signo. A natureza de uma fotografia não é a mesma de uma planta baixa.
Há signos que são interpretáveis na forma de qualidades de sentimento; há outros que são interpretáveis através da experiência concreta ou ação; outros são passíveis de interpretação através de pensamentos numa série infinita. Se você recebe uma ordem de alguém que tem autoridade sobre você, por respeito ou temor, essa ordem produzirá um interpretante dinâmico energético, isto é, uma ação concreta e real de obediência, no caso, como resposta ao signo. Percebendo que o signo não é uma coisa monolítica, mas um complexo de relações, que retenhamos em nossa rotina mental essas sutis diferenciações entre as partes do signo. Sobre as divisões dos signos, as mais divulgadas são, tomando-se a relação do signo consigo mesmo, a relação do signo com seu objeto dinâmico e a relação do signo com seu interpretante.
No começo do filme aparece uma bruxa e um agricultor alemão desesperado pedindo ajuda aos irmãos Grimm que o ajudam espantando a bruxa do vilarejo, através dos sons, da imagem, há um signo, um significado para o agricultor que acredita piamente nesses fenômenos, isso porque tudo projeta uma imagem em sua mente que o faz acreditar nisso, as próprias pessoas que assistem ao filme pela primeira vez não sabem se realmente é uma bruxa de verdade e o filme é uma completa fantasia ou se é uma bruxa criada pelos irmãos Grimm e portanto o filme não é tão fantasioso.
As representações das histórias são todas significativas, são ícones que excitam nossos sentidos, se apresentam a nós para produzir sentidos. Produzem relações de comparação, entre as histórias e nosso mundo real, comparações também entre as próprias histórias dos Grimm. Também nos traz símbolos, apenas identificamos, não os criamos nem poderemos excluí-los. As palavras, as representações vivem nas mentes daqueles que as usam, que as observam. Elas vivem nas suas memórias.
Como teoria científica, a semiótica de Peirce criou conceitos e dispositivos de indagação que nos permitem descrever, analisar e interpretar linguagens. Como tal, os conceitos são instrumentos para o pensamento, lentes para o olhar, amplificadores para a escuta. Portanto, não podem, por si mesmos, substituir a atividade de leitura e desvendamento da realidade. São instrumentos que, quando seriamente decifrados e eficazmente empregados, nos auxiliam nessa atividade. Sozinhos não podem executá-la para nós. Desse modo, o que a semiótica peirceana (semiótica geral, teoria dos signos em geral) nos trouxe foram as imprescindíveis fundações fenomenológicas e formais para o necessários desenvolvimento de muitas e variadas semióticas especiais: Semiótica da linguagem sonora, da arquitetura, da linguagem visual, da dança, das artes plásticas, da literatura, do teatro, enfim, das linguagens da natureza.
O filme é rico na representação de ícones, índices, símbolos, por ser uma compilação de vários contos apresentados pela estória criada pelo autor do filme os Irmãos Grimm. Como escrito no começo desse resumo, o filme desperta grande interesse por se assemelhar aos contos de fadas dos irmãos Grimm por conter uma linguagem, lúdica, atraente e de fácil compreensão. O filme pode ser avaliado por aspectos sociológicos contando um pouco da época que retrata, da antropologia por mostrar os costumes e crenças da população daquela época e daquele lugar, embora Marbaden é um vilarejo fictício, a região existe na Alemanha, os franceses realmente estiveram lá e os irmãos Grimm existiram, claro que não eram charlatões como o filme apresenta. Pode ser visto pelos olhares da história pois retrata as roupas, o lugar, as formas de construção, e é claro é riquíssimo para os olhares e interpretações da semiótica que estuda as representações em todas as ciências e ambientes. Para muitos o filme é apenas uma forma de diversão mas para técnicos em diversas áreas é um filme que nos deixa as mais diversas interpretações.
sábado, 9 de maio de 2009
EXPECTATIVAS REFERENTES A OBAMA
EXPECTATIVAS REFERENTES A OBAMA
Texto que escrevi no começo do ano...
O ano de 2008 é um ano histórico para os Estados Unidos. Pela primeira vez o homem mais poderoso do mundo é um negro. Barack Hussein Obama. Filho de um queniano e de uma norte-americana é o primeiro a quebrar a regra de eleger sempre um branco anglo-saxão de origem alemã, inglesa ou até mesmo judaica. Sobrenomes tradicionais na história norte-americana, alguns descendentes de poderosas famílias que controlaram a economia, Adams, Johnson, Ford, pela primeira vez um nome desconhecido, de um descendente de quenianos, o senador Obama, de Ilinois.
Interessante que em um país comandado em sua maioria por brancos, onde o negro ainda é discriminado, todos serão liderados por um negro e também graças a maioria branca que Obama foi eleito, os negros e hispânicos embora sendo maioria nos estados do sul, não são a maioria étnica norte-americana. É uma evolução e tanto para os Estados Unidos. Quando Obama nasceu em 1961 os negros não podiam votar nem ser votados. Muitos votaram nele pela sua cor, por se identificaram com ele por serem negros, mas a maioria votou por suas idéias.
Obama sempre foi contrário as guerras no Afeganistão e no Iraque e prometia tirar gradativamente as tropas norte-americanas desses dois países. Essas duas guerras foram um desastre, altos custos para o governo norte-americano, a derrubada da ditadura de Hussein abriu margem para a guerra civil pela qual passa o país desde 2003, e a imagem norte-americana frente ao mundo está muito desgastada. O governo Bush enfrenta sua menor aprovação desde o começo do mandato em 2001. Fora a crise financeira e a recessão que promete ser ainda mais forte.
A maior esperança dos norte-americanos com certeza é em relação à economia. John McCain mais criticava o adversário e representava o continuísmo do governo Bush, que dialogava sobre as propostas para os Estados Unidos saírem desse abismo econômico. Os democratas, partido o qual Obama representa, conseguiu não só a presidência dos Estados Unidos quanto à maioria das cadeiras no congresso norte-americano. Sua vitória foi comemorada nos quatro cantos do mundo, jornais dos mais variados países estampavam suas fotos em suas capas, da Austrália ao Quênia, da Argentina a Israel, da Croácia ao Japão, da Índia a Grécia. Obama virou símbolo da paz na Palestina, símbolo afro na França, símbolo da mudança pelos cinco continentes.
Segundo pesquisas da BBC, realizada em mais de vinte países, descobriu que de cada cinco estrangeiros, quatro torciam pela vitória de Obama. Ele discursou em Berlim para mais de 200.000 alemães, sua vitória foi festejada na Alemanha e na França. Foi até comparado ao líder brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva. Embora são muitas as diferenças entre esses líderes, Obama é formado em Harvard, disputava pela primeira vez a presidência de seu país, já escreveu dois livros, um dos quais sobre suas memórias e é um brilhante orador.
São muitas as expectativas sobre o comandante da maior nação do planeta. Acabar com guerras pelo planeta, acabar com a crise, lutar pela paz mundial, pelo meio ambiente, seus discursos voltados para a negociação e a diplomacia indicam que teremos progressos em relação a esses temas, mas gradativamente e não é um presidente ou um grupo que em quatro anos conseguirá resolver questões mundiais dessa amplitude.
Em seu discurso logo após o resultado das eleições de quatro de novembro, em Chicago, Obama citou a votação recorde, as filas que cercavam as escolas, igrejas, as pessoas que esperavam duas, três horas para votarem. Parabenizou seu oponente McCain e citou: “Podemos comemorar nessa noite, mas entendemos que os desafios virão amanhã serão os maiores de nossos tempos, duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira do século”. “Há mães e pais que ficam acordados depois de os filhos terem dormido se perguntando como irão pagar suas hipotecas ou o médico ou poupar o suficiente para pagas a universidade de seus filhos”. “O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato. Mas América, nunca estive mais esperançoso de que chegaremos lá” a confiança em Obama e sua equipe foi depositada, o jeito é esperar para ver.
Texto que escrevi no começo do ano...
O ano de 2008 é um ano histórico para os Estados Unidos. Pela primeira vez o homem mais poderoso do mundo é um negro. Barack Hussein Obama. Filho de um queniano e de uma norte-americana é o primeiro a quebrar a regra de eleger sempre um branco anglo-saxão de origem alemã, inglesa ou até mesmo judaica. Sobrenomes tradicionais na história norte-americana, alguns descendentes de poderosas famílias que controlaram a economia, Adams, Johnson, Ford, pela primeira vez um nome desconhecido, de um descendente de quenianos, o senador Obama, de Ilinois.
Interessante que em um país comandado em sua maioria por brancos, onde o negro ainda é discriminado, todos serão liderados por um negro e também graças a maioria branca que Obama foi eleito, os negros e hispânicos embora sendo maioria nos estados do sul, não são a maioria étnica norte-americana. É uma evolução e tanto para os Estados Unidos. Quando Obama nasceu em 1961 os negros não podiam votar nem ser votados. Muitos votaram nele pela sua cor, por se identificaram com ele por serem negros, mas a maioria votou por suas idéias.
Obama sempre foi contrário as guerras no Afeganistão e no Iraque e prometia tirar gradativamente as tropas norte-americanas desses dois países. Essas duas guerras foram um desastre, altos custos para o governo norte-americano, a derrubada da ditadura de Hussein abriu margem para a guerra civil pela qual passa o país desde 2003, e a imagem norte-americana frente ao mundo está muito desgastada. O governo Bush enfrenta sua menor aprovação desde o começo do mandato em 2001. Fora a crise financeira e a recessão que promete ser ainda mais forte.
A maior esperança dos norte-americanos com certeza é em relação à economia. John McCain mais criticava o adversário e representava o continuísmo do governo Bush, que dialogava sobre as propostas para os Estados Unidos saírem desse abismo econômico. Os democratas, partido o qual Obama representa, conseguiu não só a presidência dos Estados Unidos quanto à maioria das cadeiras no congresso norte-americano. Sua vitória foi comemorada nos quatro cantos do mundo, jornais dos mais variados países estampavam suas fotos em suas capas, da Austrália ao Quênia, da Argentina a Israel, da Croácia ao Japão, da Índia a Grécia. Obama virou símbolo da paz na Palestina, símbolo afro na França, símbolo da mudança pelos cinco continentes.
Segundo pesquisas da BBC, realizada em mais de vinte países, descobriu que de cada cinco estrangeiros, quatro torciam pela vitória de Obama. Ele discursou em Berlim para mais de 200.000 alemães, sua vitória foi festejada na Alemanha e na França. Foi até comparado ao líder brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva. Embora são muitas as diferenças entre esses líderes, Obama é formado em Harvard, disputava pela primeira vez a presidência de seu país, já escreveu dois livros, um dos quais sobre suas memórias e é um brilhante orador.
São muitas as expectativas sobre o comandante da maior nação do planeta. Acabar com guerras pelo planeta, acabar com a crise, lutar pela paz mundial, pelo meio ambiente, seus discursos voltados para a negociação e a diplomacia indicam que teremos progressos em relação a esses temas, mas gradativamente e não é um presidente ou um grupo que em quatro anos conseguirá resolver questões mundiais dessa amplitude.
Em seu discurso logo após o resultado das eleições de quatro de novembro, em Chicago, Obama citou a votação recorde, as filas que cercavam as escolas, igrejas, as pessoas que esperavam duas, três horas para votarem. Parabenizou seu oponente McCain e citou: “Podemos comemorar nessa noite, mas entendemos que os desafios virão amanhã serão os maiores de nossos tempos, duas guerras, um planeta em perigo, a pior crise financeira do século”. “Há mães e pais que ficam acordados depois de os filhos terem dormido se perguntando como irão pagar suas hipotecas ou o médico ou poupar o suficiente para pagas a universidade de seus filhos”. “O caminho será longo. Nossa subida será íngreme. Nós talvez não cheguemos lá em um ano ou mesmo em um mandato. Mas América, nunca estive mais esperançoso de que chegaremos lá” a confiança em Obama e sua equipe foi depositada, o jeito é esperar para ver.
HISTÓRIA DE MATHIAS MOMBACH
HISTÓRIA DE MATHIAS MOMBACH, FUNDADOR DE WALACHEI, INTERIOR DE MORRO REUTER, MEU ANTEPASSADO.
ESCRITO NA DÉCADA DE 1920 PELA SUA BISNETA, THERESA HENRICH, É UM RELATO DE UMA PEQUENA PARTE DA HISTÓRIA TEUTO-GAÚCHA NO RS
Da Época da fundação de Wallachei
Dois Irmãos - Picada Wallachei
Com interesse eu li no Skt.Paulusblatt o discurso festivo do Pe. Rambo SJ. no Clube de Ginástica. É verdade, quem é que não teria pensado especialmente nos seus ancestrais no dia 25 de julho? Também aqui em Wallachei não foram esquecidos seus valentes heróis. O 1º habitante daqui foi Mathias Mombach, meu bisavô pelo lado materno. Minha mão não soube informar em que ano ele veio com sua família, sua esposa e seus 5 filhos. Então me disse um morador antigo, senhor Reinheimer, que ele leu a data de 1843 na velha casa que existe ainda hoje seu genro Emílio Becker que a achou gravada numa taboinha na parede. Assim faz exatamente 108 anos que existe Wallachei. Daí se deriva também o nome Wallachei.
Mathias Mombach, era oriundo de Elsass - Lothringen, foi oficial imperial francês e súdito de Napoleão I. Por sua valentia mereceu a cruz de ferro. Participou também da guerra contra a Rússia. Na batalha de Waterloo foi ferido na perna por um estilhaço de granada, o que lhe causou mais tarde ainda muitas dores. Isso foi no ano de 1815, 18 de julho. Napoleão fugiu em seu carro, mas foi alcançado a noite em Genappe por cavaleiros prussianos, mas teve tempo apenas para saltar do carro e apanhar seu chapéu e sua espada e saltar num cavalo e continuar a fuga. Morreu como prisioneiro nos rochedos da Ilha de Santa Helena, em 1821.
Mathias Mombach veio a chamado de Dom Pedro I para o Brasil. Construiu-se uma casa de madeira sólida - já que não faltava madeira, e cercou-a com estacada para protegê-la dos bugre e outros ataques. Depois dele vieram outros imigrantes: Dessane, Bökel, Morgenstern, Schmitz e outros mais. É possível imaginar como foi difícil o começo para os primeiros moradores. Ao redor, mata virgem, animais selvagens, cobras venenosas, bugres, etc. De todos os lados havia perigos e ameaças de morte. Com coragem e confiança em Deus os imigrantes iniciaram seu trabalho, meteram as mãos na mata-virgem e começaram a lavrar o chão virgem. Seu trabalho foi coroado com êxito e começou também a luta contra os bugres selvagens que não se deixavam afugentar.
Fiquei sabendo que os selvagens só ousaram atacar a casa de meu bisavô. Com valentia se defendia o herói com seus filhos e dava tiros através dos buracos preparados para isso nos cantos da casa. Nove mortos cobriam o chão, os demais selvagens fugiram apavorados, novamente para o mato. É que temiam tanto o grande homem com a barba comprida e os olhos azuis, que transferiram seu acampamento para outro lugar. Quando Mahtias Mombach farejava os bugreS próximos, soprava na sua guampa e uns 20 cachorros que el possuía começavam a uivar ao mesmo tempo e os bugres deitavam a fugir. Os bugres teriam matado algumas pessoas. Deviam ser austríacos. Foram enterrados num pequeno cemitério. Então surgiu a revolta contra o Menino Diabo.
O que a pobre gente sofreu e como se zombou deles. E novamente foi MatHias Mombach que comandou o povo e trouxe o Menino Diabo preso, ferido numa perna, colocado no seu cavalo branco, para Baumschneiss (Dois Irmãos) onde ele teve um fim miserável. Mathias Mombach viveu 93 anos, minha mãe conheceu-o muito bem, mas meu bisavô já havia partido para a eternidade. O últimos anos da vida de M. Mombach passou-os com seu filho Schang (João) em Dois Irmãos. Lá no cemitério repousa ele, o herói, no seu uniforme e sua Cruz de Ferro. Honra à sua memória! Esta é a história da antiga Wallachei, espero que agrade os leitores. Viúva Maria Theresia Henrich.
ESCRITO NA DÉCADA DE 1920 PELA SUA BISNETA, THERESA HENRICH, É UM RELATO DE UMA PEQUENA PARTE DA HISTÓRIA TEUTO-GAÚCHA NO RS
Da Época da fundação de Wallachei
Dois Irmãos - Picada Wallachei
Com interesse eu li no Skt.Paulusblatt o discurso festivo do Pe. Rambo SJ. no Clube de Ginástica. É verdade, quem é que não teria pensado especialmente nos seus ancestrais no dia 25 de julho? Também aqui em Wallachei não foram esquecidos seus valentes heróis. O 1º habitante daqui foi Mathias Mombach, meu bisavô pelo lado materno. Minha mão não soube informar em que ano ele veio com sua família, sua esposa e seus 5 filhos. Então me disse um morador antigo, senhor Reinheimer, que ele leu a data de 1843 na velha casa que existe ainda hoje seu genro Emílio Becker que a achou gravada numa taboinha na parede. Assim faz exatamente 108 anos que existe Wallachei. Daí se deriva também o nome Wallachei.
Mathias Mombach, era oriundo de Elsass - Lothringen, foi oficial imperial francês e súdito de Napoleão I. Por sua valentia mereceu a cruz de ferro. Participou também da guerra contra a Rússia. Na batalha de Waterloo foi ferido na perna por um estilhaço de granada, o que lhe causou mais tarde ainda muitas dores. Isso foi no ano de 1815, 18 de julho. Napoleão fugiu em seu carro, mas foi alcançado a noite em Genappe por cavaleiros prussianos, mas teve tempo apenas para saltar do carro e apanhar seu chapéu e sua espada e saltar num cavalo e continuar a fuga. Morreu como prisioneiro nos rochedos da Ilha de Santa Helena, em 1821.
Mathias Mombach veio a chamado de Dom Pedro I para o Brasil. Construiu-se uma casa de madeira sólida - já que não faltava madeira, e cercou-a com estacada para protegê-la dos bugre e outros ataques. Depois dele vieram outros imigrantes: Dessane, Bökel, Morgenstern, Schmitz e outros mais. É possível imaginar como foi difícil o começo para os primeiros moradores. Ao redor, mata virgem, animais selvagens, cobras venenosas, bugres, etc. De todos os lados havia perigos e ameaças de morte. Com coragem e confiança em Deus os imigrantes iniciaram seu trabalho, meteram as mãos na mata-virgem e começaram a lavrar o chão virgem. Seu trabalho foi coroado com êxito e começou também a luta contra os bugres selvagens que não se deixavam afugentar.
Fiquei sabendo que os selvagens só ousaram atacar a casa de meu bisavô. Com valentia se defendia o herói com seus filhos e dava tiros através dos buracos preparados para isso nos cantos da casa. Nove mortos cobriam o chão, os demais selvagens fugiram apavorados, novamente para o mato. É que temiam tanto o grande homem com a barba comprida e os olhos azuis, que transferiram seu acampamento para outro lugar. Quando Mahtias Mombach farejava os bugreS próximos, soprava na sua guampa e uns 20 cachorros que el possuía começavam a uivar ao mesmo tempo e os bugres deitavam a fugir. Os bugres teriam matado algumas pessoas. Deviam ser austríacos. Foram enterrados num pequeno cemitério. Então surgiu a revolta contra o Menino Diabo.
O que a pobre gente sofreu e como se zombou deles. E novamente foi MatHias Mombach que comandou o povo e trouxe o Menino Diabo preso, ferido numa perna, colocado no seu cavalo branco, para Baumschneiss (Dois Irmãos) onde ele teve um fim miserável. Mathias Mombach viveu 93 anos, minha mãe conheceu-o muito bem, mas meu bisavô já havia partido para a eternidade. O últimos anos da vida de M. Mombach passou-os com seu filho Schang (João) em Dois Irmãos. Lá no cemitério repousa ele, o herói, no seu uniforme e sua Cruz de Ferro. Honra à sua memória! Esta é a história da antiga Wallachei, espero que agrade os leitores. Viúva Maria Theresia Henrich.
domingo, 9 de novembro de 2008
Eu e a política...
Em uma aula de publicidade e progaganda (cadeira obrigatória, mas meus passos seguirão no jornalismo) devido há alguns trabalhos atrasados, não só por causa da campanha mas também porque não sou chegado em publicidade (com todo respeito aos colegas dessa área, muitos meus amigos, mas não é uma área que gosto). A professora logo falou: é a "Mardita da política" que ocupou teu tempo, brincadeirinhas a parte mas creio que ela gosta tanto de política quanto eu de publicidade.
Com quinze anos eu já falava sobre política e já demonstrava interesse por essa área. Em uma festa de família em 2002 em Ijuí, eu e meu pai conversamos com o prefeito da cidade, pessoa influente na política, ex-deputado e diversas vezes prefeito desse município, Valdir Heck, vendo o quanto eu falava com gosto de política, logo me convidou para que assim que fizesse 16 anos e fizesse o título, me filiasse ao PDT, eu agradeci e não descartei a idéia mas deveria pensar mais nos outros partidos também, fora que já naquela época era um grande crítico as administracões do PDT em meu "torrão natal" (sempre quiz usar essa expressão, até um tanto poética), Novo Hamburgo, quanto na cidade onde moro, Farroupilha.
No ano em que completei 16 anos, 2003, comecei a pensar qual sería o escolhido, PDT definitivamente estava descartado, PMDB embora era o partido de meus avós, era um partido o qual eu não me alinhava e ainda não me alinho muito devido a ser comandado pelos caciques lá do nordeste, Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e outros. Aqui em Farroupilha eu era crítico a muitas coisas na administracão do PMDB na época embora era a que mais me simpatizava tanto que votei nela para continuar em Farroupilha. Não avaliando uma fila enorme de partidos...afinal são 29 ao todo em nosso país, me decidi pelo PSDB, me identifiquei com os ideais, a social-democracia, com os líderes partidários que me orgulho de comandarem esse partido, FHC, Serra, Alckmin, os saudosos Mário Covas e Júlio Redecker e com o quando o partido fez para a melhoria desse país.
Em 2004 me filiei pela internet, fui o segundo filiado por "meios eletrônicos" aqui em Farroupilha, eles logo passaram as informacões ao partido no município, que recém estava surgindo e uma semana depois recebi um telefonema do Jonas Tomazini, meu grande amigo hoje, me convidando para maiores participacões, com ele e com a executiva municipal comecei a participar daquele ano de reuniões, palestras e logo na campanha a prefeitos e vereadores. Foi um campanha interessante mas em 2006 foi mais empolgante, campanha a deputados estaduais e federais, governadores e presidente, senador, em 2006 acompanhamos a governadora em eventos quando ela era deputada federal e nem estava entre os candidatos que realmente o pessoal achava que iriam estar a frente. Nas pesquisas estava sempre em última, só um instituto apontava ela como primeira colocada jáo no primeiro turno. Nesse ano que tivemos mais proximidade com ela a ponto dela almocar um dia conosco em Farroupilha.
E o que dizer desse ano então? para falar a verdade as vezes me sinto meio perdido, estudo em Novo Hamburgo, passo finais de semana em Farroupila, sou representante dos alunos na Feevale também em Novo Hamburgo, lá nasci e me criei, mas morei treze anos em Farroupilha e aqui tenho mais amigos, lá mais conhecidos, porém nem todos que estudam na Feevale moram em Novo Hamburgo, na verdade a maioria é de fora, bem, sei que já tinha idéia que poderia ser candidato. Assim transferi ainda ano passado meu título para Novo Hamburgo e comecei a participar por lá. Esse ano então surgiu o convite e logo aceitei. Meu pai nunca gostou de política mas me deu muito apoio nessa época, apoio financeiro e psicológico. Tive alguns erros na campanha como por exemplo não ter investido em propaganda, mas enfim, visitei 515 famílias, mande mais de 3.600 cartas com os históricos das famílias e fiz 374 votos, sendo bem sincero, no comeco esperava mais, porém para um jovem de 21 anos que esteve tanto tempo fora de Novo Hamburgo, foi uma boa votacão.
Agora o objetivo é comecar a trabalhar em cima da campanha de 2012, onde? continuar em Novo Hamburgo? comecar em Farroupilha? ainda restam dúvidas quanto a isso, porém tudo indica que em 2012 eu novamente serei candidato, pelo espaco que conquistei nesses 5 anos de partido, tenho oportunidades em ambos os municípios e o aval do partido, o jeito é trabalhar nesses quatro anos, estudar e esperar chegar a época mas com a certeza que uma eleicão se comeca no momento que a outra acaba.
Com quinze anos eu já falava sobre política e já demonstrava interesse por essa área. Em uma festa de família em 2002 em Ijuí, eu e meu pai conversamos com o prefeito da cidade, pessoa influente na política, ex-deputado e diversas vezes prefeito desse município, Valdir Heck, vendo o quanto eu falava com gosto de política, logo me convidou para que assim que fizesse 16 anos e fizesse o título, me filiasse ao PDT, eu agradeci e não descartei a idéia mas deveria pensar mais nos outros partidos também, fora que já naquela época era um grande crítico as administracões do PDT em meu "torrão natal" (sempre quiz usar essa expressão, até um tanto poética), Novo Hamburgo, quanto na cidade onde moro, Farroupilha.
No ano em que completei 16 anos, 2003, comecei a pensar qual sería o escolhido, PDT definitivamente estava descartado, PMDB embora era o partido de meus avós, era um partido o qual eu não me alinhava e ainda não me alinho muito devido a ser comandado pelos caciques lá do nordeste, Sarney, Jader Barbalho, Renan Calheiros e outros. Aqui em Farroupilha eu era crítico a muitas coisas na administracão do PMDB na época embora era a que mais me simpatizava tanto que votei nela para continuar em Farroupilha. Não avaliando uma fila enorme de partidos...afinal são 29 ao todo em nosso país, me decidi pelo PSDB, me identifiquei com os ideais, a social-democracia, com os líderes partidários que me orgulho de comandarem esse partido, FHC, Serra, Alckmin, os saudosos Mário Covas e Júlio Redecker e com o quando o partido fez para a melhoria desse país.
Em 2004 me filiei pela internet, fui o segundo filiado por "meios eletrônicos" aqui em Farroupilha, eles logo passaram as informacões ao partido no município, que recém estava surgindo e uma semana depois recebi um telefonema do Jonas Tomazini, meu grande amigo hoje, me convidando para maiores participacões, com ele e com a executiva municipal comecei a participar daquele ano de reuniões, palestras e logo na campanha a prefeitos e vereadores. Foi um campanha interessante mas em 2006 foi mais empolgante, campanha a deputados estaduais e federais, governadores e presidente, senador, em 2006 acompanhamos a governadora em eventos quando ela era deputada federal e nem estava entre os candidatos que realmente o pessoal achava que iriam estar a frente. Nas pesquisas estava sempre em última, só um instituto apontava ela como primeira colocada jáo no primeiro turno. Nesse ano que tivemos mais proximidade com ela a ponto dela almocar um dia conosco em Farroupilha.
E o que dizer desse ano então? para falar a verdade as vezes me sinto meio perdido, estudo em Novo Hamburgo, passo finais de semana em Farroupila, sou representante dos alunos na Feevale também em Novo Hamburgo, lá nasci e me criei, mas morei treze anos em Farroupilha e aqui tenho mais amigos, lá mais conhecidos, porém nem todos que estudam na Feevale moram em Novo Hamburgo, na verdade a maioria é de fora, bem, sei que já tinha idéia que poderia ser candidato. Assim transferi ainda ano passado meu título para Novo Hamburgo e comecei a participar por lá. Esse ano então surgiu o convite e logo aceitei. Meu pai nunca gostou de política mas me deu muito apoio nessa época, apoio financeiro e psicológico. Tive alguns erros na campanha como por exemplo não ter investido em propaganda, mas enfim, visitei 515 famílias, mande mais de 3.600 cartas com os históricos das famílias e fiz 374 votos, sendo bem sincero, no comeco esperava mais, porém para um jovem de 21 anos que esteve tanto tempo fora de Novo Hamburgo, foi uma boa votacão.
Agora o objetivo é comecar a trabalhar em cima da campanha de 2012, onde? continuar em Novo Hamburgo? comecar em Farroupilha? ainda restam dúvidas quanto a isso, porém tudo indica que em 2012 eu novamente serei candidato, pelo espaco que conquistei nesses 5 anos de partido, tenho oportunidades em ambos os municípios e o aval do partido, o jeito é trabalhar nesses quatro anos, estudar e esperar chegar a época mas com a certeza que uma eleicão se comeca no momento que a outra acaba.
Continuar a escrever...
Tanto tempo que não atualizava esse blog, tenho muito a escrever e sobre tudo! afinal esse é o meu blog...embora quase ninguém o lê porque eu também não o indico, hehe, mas gosto de escrever não um pouco sobre tudo, sobre temas mais interessantes que estão a maior parte do tempo em meus pensamentos, política, história, genealogia, línguas, filatelia, mensagens, psicologia, jornalismo, enfim...escrever e escrever...vamos ver se manterei um ritmo, comecarei escrevendo e com alguma faltas em acentos e cecedilhas devido a esse teclado norte-americano um tanto diferente...ao menos melhor que o teclado alemão, eles nem sequer usam tremas...postarei o meu perfil de orkut já que ali há mais uma apresentacão sobre minha pessoa, escrito é claro...por mim!
Sou brasileiro sim, com muito orgulho!
Uma coisa que nós brasileiros somos campeões é em criticarmos quase tudo em nosso país. Temos sim muita coisa pra criticar, o tráfico de drogas, a falta de informação do povo, a corrupção na política..., mas pensamos um pouco na situação de nossos vizinhos, Paraguai, Bolívia, Equador, com problemas ainda mais complexos que os nossos e também no primeiro onde há muitos problemas, muitos dos quais nem ficamos sabendo.
Citarei alguns deles, em 2006 estive em Portugal, país muito bonito e tudo mais mas porque metade da população de portugueses natos mora fora de Portugal? Lá criticam muito os estrangeiros, mas quase fui assaltado por três lisboetas, portugueses natos. E me desculpem os portugueses, mas nossa indústria dá de dez a zero na deles.
Os alemães por exemplo são extremamente lógicos, tem uma mente aberta em diversos aspectos mas se você não os entende, muitos não farão questão de lhe entender. Não são abertos e comunicativos, muito menos carinhosos como nós brasileiros. Os italianos são mais carinhosos mais ao menos os romanos, são grossos, lá quem tem razão é o dono da loja, nunca o cliente, fora que não respeitam muitas regras e discutem por pouco e o sul da Itália ainda é dominado em diversos pontos pela máfia.
Convenhamos, todos tem seus problemas, alguns mais, outros menos, mas criticar tanto o Brasil por quê? Por acaso já vimos italianos, alemães ou ingleses divulgando noticias ruins dos países deles? Porque eles se encantam tanto quando vêm pra cá e nos elogiam tanto? Quando estive na Alemanha ouvi uma mulher que esteve em nosso país criticando que no Brasil as pessoas falam alto, buzinam no transito, tem muitos cachorros, e daí se somos assim?
Quero ver um país onde existem tantas etnias, onde há tanta diversidade e onde podemos aprender tanto. Com uma culinária riquíssima e diversificada, com tantos sotaques e tanta gente bonita. Um país onde até os problemas viram humor, o brasileiro é divertido e faz piada de si e dos outros. Um país de gente tão comunicativa, que recebe os turistas falando inglês, espanhol e tantas outras línguas, pergunte a maioria dos norte-americanos se falam outro idioma além do inglês.
Na ditadura havia um ditado, “Brasil, ame-o ou deixe-o” alguns fazem a segunda opção, mais difícil na maioria das vezes, questão de escolhas, oportunidades, mas eu reafirmo que amo ser brasileiro, que amo meu povo e que não deixaria essa terra.
Citarei alguns deles, em 2006 estive em Portugal, país muito bonito e tudo mais mas porque metade da população de portugueses natos mora fora de Portugal? Lá criticam muito os estrangeiros, mas quase fui assaltado por três lisboetas, portugueses natos. E me desculpem os portugueses, mas nossa indústria dá de dez a zero na deles.
Os alemães por exemplo são extremamente lógicos, tem uma mente aberta em diversos aspectos mas se você não os entende, muitos não farão questão de lhe entender. Não são abertos e comunicativos, muito menos carinhosos como nós brasileiros. Os italianos são mais carinhosos mais ao menos os romanos, são grossos, lá quem tem razão é o dono da loja, nunca o cliente, fora que não respeitam muitas regras e discutem por pouco e o sul da Itália ainda é dominado em diversos pontos pela máfia.
Convenhamos, todos tem seus problemas, alguns mais, outros menos, mas criticar tanto o Brasil por quê? Por acaso já vimos italianos, alemães ou ingleses divulgando noticias ruins dos países deles? Porque eles se encantam tanto quando vêm pra cá e nos elogiam tanto? Quando estive na Alemanha ouvi uma mulher que esteve em nosso país criticando que no Brasil as pessoas falam alto, buzinam no transito, tem muitos cachorros, e daí se somos assim?
Quero ver um país onde existem tantas etnias, onde há tanta diversidade e onde podemos aprender tanto. Com uma culinária riquíssima e diversificada, com tantos sotaques e tanta gente bonita. Um país onde até os problemas viram humor, o brasileiro é divertido e faz piada de si e dos outros. Um país de gente tão comunicativa, que recebe os turistas falando inglês, espanhol e tantas outras línguas, pergunte a maioria dos norte-americanos se falam outro idioma além do inglês.
Na ditadura havia um ditado, “Brasil, ame-o ou deixe-o” alguns fazem a segunda opção, mais difícil na maioria das vezes, questão de escolhas, oportunidades, mas eu reafirmo que amo ser brasileiro, que amo meu povo e que não deixaria essa terra.
sábado, 8 de março de 2008
Os debates na internet sobre os 200 anos da imprensa no Brasil
Com grande movimentação está sendo noticiado em todo o país por diversos sites, jornais, revistas, sobre as comemorações nesse ano de 2008, ano em que se comemora o bicentenário da chegada da imprensa ao Brasil, da criação da Imprensa Nacional e da Gazeta do Rio de Janeiro (primeiro jornal impresso no País) e do lançamento, em Londres, do Correio Braziliense, por Hipólito José da Costa. A rede Alfredo de Carvalho que é a maior organizadora dos debates sobre nossa imprensa já conta com o apoio da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares em Comunicação (Intercom), Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e do Núcleo de Estudos da História dos Impressos da Bahia (Nehib). Haverá um ciclo de palestras, a publicação de obras, pesquisas e a produção de documentários sobre a história da imprensa brasileira.
Os sites também já contam a história da imprensa desde seu surgimento na Europa com o desenvolvimento histórico e econômico do mercantilismo, em uma época em que algumas pessoas tinham acesso a educação e a leitura era privilégio para poucos. Também informa sobre os primeiros "jornais" que interessavam somente aos comerciantes, pois traziam informações sobre preços de mercadorias, abastecimento, pólos de produção etc. O surgimento da imprensa como uma necessidade de suporte ao capitalismo.
Os sites tratam principalmente sobre a questão brasileira. Fomos o último país a desenvolver a imprensa na América latina e tínhamos as maiores taxas de analfabetismo, não havia vontade em dar a população oportunidades básicas como o acesso a educação. Também tratam de curiosidades como nos relata o site do Ministério da Cultura, segundo Marcelo Lucena, Antes disso da instalação da imprensa régia há 200 anos, houve, no mínimo, outras duas tentativas de exercício da atividade tipográfica - uma em 1747, no Rio de Janeiro, por Antonio Isidoro da Fonseca, e outra em 1807, em Minas Gerais; há suspeitas de que tenha existido uma imprensa em Pernambuco, também em 1807, trazida pelos holandeses, algo não comprovado por meio de impressos.
Os fóruns de discussões servem também para refletirmos e expressarmos qual lugar de atuação da mídia no mundo moderno, a influência dos meios de comunicação em todos os setores de nossa sociedade. E nos perguntarmos qual o tipo de Imprensa que queremos. Uma imprensa manipuladora visando interesses das empresas e dos seus patrocinadores ou uma imprensa pela defesa dos valores que interessam a sociedade. Sem ficar naquela utopia de que podemos com facilidade mudar nosso sistema de comunicação e também sem aquelas sem fundamentos de profissionais de diversas áreas a toda a classe de profissionais do jornalismo e a todas as empresas de comunicação.
Os sites também já contam a história da imprensa desde seu surgimento na Europa com o desenvolvimento histórico e econômico do mercantilismo, em uma época em que algumas pessoas tinham acesso a educação e a leitura era privilégio para poucos. Também informa sobre os primeiros "jornais" que interessavam somente aos comerciantes, pois traziam informações sobre preços de mercadorias, abastecimento, pólos de produção etc. O surgimento da imprensa como uma necessidade de suporte ao capitalismo.
Os sites tratam principalmente sobre a questão brasileira. Fomos o último país a desenvolver a imprensa na América latina e tínhamos as maiores taxas de analfabetismo, não havia vontade em dar a população oportunidades básicas como o acesso a educação. Também tratam de curiosidades como nos relata o site do Ministério da Cultura, segundo Marcelo Lucena, Antes disso da instalação da imprensa régia há 200 anos, houve, no mínimo, outras duas tentativas de exercício da atividade tipográfica - uma em 1747, no Rio de Janeiro, por Antonio Isidoro da Fonseca, e outra em 1807, em Minas Gerais; há suspeitas de que tenha existido uma imprensa em Pernambuco, também em 1807, trazida pelos holandeses, algo não comprovado por meio de impressos.
Os fóruns de discussões servem também para refletirmos e expressarmos qual lugar de atuação da mídia no mundo moderno, a influência dos meios de comunicação em todos os setores de nossa sociedade. E nos perguntarmos qual o tipo de Imprensa que queremos. Uma imprensa manipuladora visando interesses das empresas e dos seus patrocinadores ou uma imprensa pela defesa dos valores que interessam a sociedade. Sem ficar naquela utopia de que podemos com facilidade mudar nosso sistema de comunicação e também sem aquelas sem fundamentos de profissionais de diversas áreas a toda a classe de profissionais do jornalismo e a todas as empresas de comunicação.
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