sábado, 26 de janeiro de 2008

Impressões da Alemanha

Estar na Alemanha por 34 dias foi um grande aprendizado para mim. Conheci senhores e gente jovem, alemães e estrangeiros, e quantos estrangeiros. Em uma noite na casa de amigos romenos eramos 15 pessoas de nove nacionalidades diferentes, Brasil, Itália, Polônia, França, Espanha, Croácia, Ucrânia, Romênia e é claro Alemanha, mesmo sendo apenas uma representante. Devido a situação economica na Alemanha muitas emigram para lá, sobretudo dos países do leste europeu e Turquia. Uma das coisas que mais me chamaram atenção por lá foi a organização dos alemães.

Com relação as florestes, todas são protegidas por leis. O cidadão consegue uma licença para derrubar as árvores que necessita, depois pinta um círculo sobre ela e um segundo cidadão vai lá e a derruba. Quanto as lavouras foi impossível achar um galho caído ou sujeira perto das estradas. Para visitar os alemães é preciso combinar com breve antecedência e se possível dizer até que horário ficará com eles. Eu precisava pesquisas sobre minha família por lá, portanto havia entrado em contato com parentes distantes e pesquisadores ainda antes de minha chegada na Alemanha. Ao chegar liguei para um deles e tentei dar uma de brasileiro, combinei de visitá-lo na sexta-feira mas ao telefone disse que de repente iría visitá-lo talvez já na quinta-feira, ele me pergunto, você não sabe exato quando virá? eu fiquei sem jeito, talvez achei que ele diría, então já podes vir na quinta, logo finalizei, eu irei lhe visitar na sexta-feira. Ou quando fui para uma outra cidade, cheguei lá como combinado mas não havia ligado para o alemão dizendo o horário exato que iria chegar na estação para ele me buscar. Logo fui até o telefone público e quando liguei para ele já veio a bronca, "você não ficou de ligar ontem para mim? o que eu faço agora?" eu logo me desculpei e então ele disse para eu esperar por meia hora. Nas casas há sempre um calendário com todas as programações da família durante o ano, tudo é escrito exato, tal dia, férias em tal lugar... tal dia dentista, médico.

O que achei fantástico foi a pontualidade deles, no primeiro dia na minha chegada em Frankfurt, fiquei cuidando, o trem partía as 17:43, quando os ponteiros do relógio fecharam o horário delimitado, as portas do trem se fecharam e o trem partiu. Quando um trem se atrazava logo a maquinista dizia, "minhas senhoras e senhores, desculpe pelo atraso devido a tal incidente..." pedia não só desculpas como também explicava o porque do atraso. Um dia elogiei a um senhor a pontualidade e o respeito dos alemães, logo veio sua resposta, "nós somos pontuais pois não gostamos de fazer os outros de bobos". A se no Brasil fosse assim, aqui há falta de pontualidade em tudo, os alunos na Universidade, os professores, os palestrantes, as próprias pessoas para com seus familiares, realmente dá para perceber que falta muito respeito por aqui. Se tivessemos ao menos um pouco de pontualidade como os alemães, já sería diferente.

São muitas as impressões que ficaram marcadas em minha pessoa. O capricho, a segurança, as belezas não naturais, mas de magníficas construções feitas pelos alemães ao longos dos séculos, a história que há nesse país, a educação o respeito que há pela cultura, pela leitura, pelos livros e acima de tudo a organização, as vezes pode ser exagerada, mas antes a organização que a falta dela.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Calw

Hoje é o segundo dia que estou na Alemanha. Estou em Calw, uma cidade de 23.000 habitantes a 33 km de Stuttgart.

Hoje pela manha fui a Böblingen onde acompanhei o padre para entregar uma correspondência em uma igreja. Apenas consegui ver pelos vidros do carro esta cidade, como a maior parte das cidades alemas, tem a parte nova e a parte antiga, a "altstadt" que no caso de Böblingen fica em um pequeno morro. Depois fomos a Sindelfingen onde fica a grande fábrica da Mercedes, lá trabalham 30.000 pessoas, uma parte da grande fábrica fica aberta e é permitida para visitas, apenas uma pequena parte, a entrada, depois há também um bistro, uma loja e uma exposicao de alguns carros. Os precos sao altos, um macaco de pelúcia custa 200 euros, o que dirá os carros fabricados ali, 110, 150, 200 mil euros, e aí vai, mas também tem carros pequenos e "econômicos" a partir de 11 mil euros. Também caminhamos por Sindelfingen, o impressionante é o número de imigrantes aqui na Alemanha, se vê portugueses, chineses e japoneses (difícil de distinguir quanto a nacionalidade devido as características físicas parecidas de ambos os povos), italianos, croatas, muculmanos que sao facilmente reconhecíveis pois quase todas as mulheres muculmanas usam véu. Outra coisa interessante é uma livraria que vimos e que como quase todas por aqui, deixa muitos livros na rua, eles estao ali expostos longe dos olhos da vendedora que está dentro da loja trabalhando, sinal que nao há roubos por aqui.

Quando voltei de Sindelfingen fui sozinho fazer uma caminhada aqui em Calw, esta pequena cidade é banhada pelo rio Nagold. É cercada por dois morros ocupados para residências e no meio deles está a altstadt, a parte antiga, é tudo muito lindo, quase todas as contrucoes sao em estilo enxaimel, a cidade foi fundada em 1075, quase todas as contrucoes foram renovadas e naquelas onde nasceram pessoas ilustres para a cidade, encontra-se sempre a frente uma placa em inglês e alemao com as descricoes tanto do ano de construcao quanto sobre o indivíduo que nasceu ali. As igrejas, tanto a católica quanto a luterana, tem uma grande placa com os nomes de todos os municípes que faleceram na primeira e na segunda guerra. Muitas casas tem inscricoes, o ano em que foram contruídas, até o sobrenome dos proprietários, eum uma residência construída em 1715 existe duas frases muito interessantes, "Die alten Strassen noch, die alten Häuser noch. Die alten Freunde aber, sind nicht mehr", na traducao para o português: "Ainda as ruas antigas, ainda as casas antigas. Mas os velhos amigos nao estao mais". Outra coisa muito linda é a ponte da cidade, construída em 1400 com uma capela sobre ela bem ao lado. Também colocaram sobre a ponte uma estátua de seu cidadao mais iulstre, o poeta Hermann Hesse.

Também há construcoes modernas por aqui, embora algumas como o caso de um estacionamento privado no centro ca cidade antiga nas marges do rio Nagold estraga parte da bela paisagem das construcoes ao lado do rio. Há um grande mercado bem no centro e se encontra de tudo. A cidade já está sendo decorada para o natal, há luzes nos telhados de quase todas as casas antigas em volta da igreja luterana e também decoracao nas poucas árvores plantadas em frente a algumas casas.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

A extinção da CPMF

Ontem, dia 13 de dezembro, durante a madrugada foi decidido em Brasília no senado se haveria uma prorrogação ou a extinção da contribuição provisória de movimentação financeira. O tema já era discutido no congresso pelos deputados e senadores e havia um amplo debate entre a sociedade devido a grande divulgação da votação por parte da mídia do nosso país. O governo sofreu sua maior derrota em cinco anos, seis senadores aliados ao governo votaram pelo não a prorrogação.

A finalização desse imposto coloca em cheque a base aliada do governo federal. O presidente e seu grupo aconselharam todos os partidos aliados a votarem contra a perda do mandato do senador Renan Calheiros e Lula achava isso necessário para ter o apoio principalmente do PMDB para a votação de ontem, de alguns realmente conseguiu, até Pedro Simon votou a favor do imposto e na tribuna se posicionou para um adiamento da seção para maior diálogo entre o governo e a oposição.

Para o governo segundo as declarações de ontem à tarde, a saúde será prejudicada com a perda de seis bilhões que através do programa de aceleração de crescimento, seriam investidos nessa área. O governo ameaçou ainda antes da votação que se não houvesse aprovação faria cortes em investimentos e declarou após os resultados que as pessoas mais pobres perderiam com isso.

Esse dinheiro que agora não irá para os cofres públicos representa apenas 6% do total arrecadado pela União, se nossos líderes realmente prezam por uma boa administração e são eficientes, saberão onde reduzir gastos para não precisar um aumento de outros impostos. O problema que não existe só no governo federal, também em muitas prefeituras e estados é a falta de responsabilidade com as contas públicas, se gasta muito e não há compromisso para com o dinheiro do contribuinte.

O término da CPMF será bom no sentido de gerar mais consumo, receita, mais desenvolvimento para o país. Outro lado bom será uma redução nos preços de vários produtos, no geral a CPMF deixava a maior parte dos produtos cerca de 1,7% mais caros e para as empresas que atuam em áreas com maior concorrência para serem líderes de vendas, baixarão os preços e o consumidor sairá ganhando.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Unisinos vai conhecer a história de Walachai do Prof. Beno Wendling na Unisinos

Walachai é uma pequena comunidade fundada em 1829 no interior do município de Morro Reuter, RS. Seu primeiro habitante foi o imigrante Mathias Mombach e mais tarde a localidade foi habitada por famílias alemãs do Hunsrück. Em Walachai vive um senhor chamado Beno Wendling, ele foi agricultor e professor neste lugar.

Beno gosta muito de história e preocupado em preservar a memória da comunidade onde nasceu, onde trabalhou e onde reside até hoje, começou a escrever um livro, à mão, com caligrafia caprichada, que ficou pronto após nove anos de dedicação, embora ainda não publicado por editora.No livro ele conta histórias dos seus antepassados imigrantes, da chegada em Walachai, das dificuldades, do trabalho, da religiosidade, dos costumes das famílias desde a fundação do lugarejo até os últimos anos. Rejane Zilles que nasceu em Walachei e tem portanto um vínculo muito grande com essa comunidade decidiu mostrá-la para o mundo, produziu um curta metragem de quinze minutos sobre a história do professor Beno, do livro que ele escreveu e um pouco sobre o local e a vida de seus habitantes.

Para Rejane a dificuldade na produção foi na hora de resumir este grande trabalho de filmagens, entrevistas, histórias e transformá-lo em um curta metragem, para ela há ainda muito material que precisa ser divulgado sobre essa comunidade. O documentário ganhou atenção nacional e internacional, no Brasil por ser um pedaço do nosso país que poucos brasileiros conhecem e o destaque internacional devido ao povo dessa localidade preservar hábitos de seus antepassados alemães, o principal e mais citado no filme, o uso do dialeto do Hunsrück falado pelos habitantes de Walachai que não é mais utilizado dessa forma na Alemanha, tendo em vista que na pátria mãe dos imigrantes o idioma teve mudanças gramaticais e a incorporação de novas palavras não utilizadas há 183 anos atrás, quando iniciava-se no Brasil a colonização alemã.

Rejane conseguiu através da publicação desse projeto, recursos para transformar a história e os costumes da localidade em um filme de longa metragem. Os trabalhos recomeçaram e ela está juntando material para essa nova rodução. O curta metragem está sendo divulgado pela região e nessa segunda será exibido na Unisinos e contará com a presença do professor Beno Wendling, o autor do livro e homenageado nessa produção devido ao seu importante trabalho pela preservação da memória da comunidade de Walachei.

Serviço: Tema: Livro e filme "O Livro de Walachai"
Quando: 2a. feira, 10.12.2007Horário: das 19h30min às 22h
Local: Sala 1G 119 - IHUPromoção: Instituto Humanitas Unisinos - IHU PPG em História PPB em Lingüística Aplicada Zilles Produções

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Oposição aos ideais farroupilhas

Texto muito interessante que gostaria de publicar, publicado na Zero Hora de 22 de novembro de 2007, escrito por LUIS ROBERTO PONTE Empresário e ex-secretário estadual,

A Revolução Farroupilha, orgulho dos gaúchos, teve sua motivação maior na repulsa contra a exploração econômica do Rio Grande imposta pelo governo central.

Houve outras reações às discriminações da União contra os Estados federados, entre as quais a Revolução de 30 e, a última delas, a Constituição de 1988, que, democraticamente, estabeleceu um pacto federativo, com uma nova partilha do bolo arrecadado pelo país entre União, Estados e municípios.

Contrariando essa nova ordem, o poder central, passo a passo, por legislação infraconstitucional, foi retomando a concentração nos seus cofres mediante aumentos de tributos destinados somente à União.

O agravamento dessa concentração é tão absurdo, que nos últimos 14 anos a carga tributária brasileira teve um aumento de 24% para 36% do PIB, todo ele destinado à União. Só esse acréscimo, pasmem, é maior do que a totalidade das receitas fiscais dos Estados e municípios brasileiros, somadas.

Além disso, a Lei Kandir, de 1996, concebida para favorecer as exportações mediante isenções de ICMS, acabou permitindo que a União reduzisse, gradualmente, as devidas indenizações aos Estados exportadores, provocando hoje perdas fiscais anuais ao Rio Grande que já ultrapassam R$ 1 bilhão.

O pagamento à União de 14% da receita corrente líquida (RCL) para rolagem da dívida do Estado é outra importante e injusta perda por ele sofrida. Injusta, porque a origem desse dispêndio, que hoje ultrapassa R$ 1 bilhão por ano, é a sua dívida, que atingiu valor descomunal quase exclusivamente por causa dos juros de níveis sem registro na história dos povos praticados em uma década de distorcida política econômica ditada pela União. O desatino daqueles juros elevou a nossa dívida de 60% para 300% da RCL anual, sem que o Estado tivesse contratado empréstimo novo de valor ponderável.

É verdade que o Estado estabeleceu ao longo dos anos uma legislação salarial distorcida e injusta e uma prática de empreguismo e de aposentadorias precoces que ampliaram suas despesas com a folha de pessoal em total desproporção com as suas receitas. Mas são os fatores concentradores da receita na União, acima citados, que ainda mais contribuem para a penúria atual do governo, que não pode atender às necessidades mínimas da sociedade e cumprir suas obrigações constitucionais.

Isso tudo exigiria forte reação dos gaúchos, que, como se viu, inclui a busca dos mesmos objetivos da Revolução Farroupilha, porém agora a serem alcançados numa democracia republicana, com o respaldo dos princípios federativos, e com as armas da denúncia das iniqüidades referidas.

Mesmo com essa absurda concentração de tributos na União, há partidos políticos, em aberta oposição aos ideais farroupilhas, que lutam ferozmente para prorrogar a CPMF, que imporá o pagamento de R$ 40 bilhões anuais destinados totalmente ao rico governo federal, dos quais mais de R$ 3 bilhões drenados dos gaúchos. Enquanto isso, com maior empenho ainda, negam um seletivo e transitório aumento do ICMS de R$ 1 bilhão, todo ele destinado ao miserável governo rio-grandense para evitar seqüelas e o vexame nacional em que se está constituindo a penúria financeira do nosso outrora orgulhoso Estado.

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Genealogia II

Comecei a ter interesse pela genealogia com 14 anos, em 2001. O começo de tudo foi um papel, uma caneta e uma conversa com meus pais e minha avó em busca de informações. Com cada informação que descobria surgia uma nova curiosidade e lá ia eu atrás de informações, primeiro visitando tios avós, primos e depois começando a pesquisa em igrejas, cemitérios, cartórios e museus.

Escrevia cartas, e-mails, telefonava para os parentes mais distantes sempre me apresentando e dizendo que pesquisava a tanto tempo de determinada família. Comecei também a visitar esses parentes que residem longe, e aí começou minha ida para Santa Maria, Cerro Largo, Itapiranga, Guarujá do Sul, Joinville, Toledo e outras cidades aqui pelo sul do Brasil. Pesquisava sempre a descendência de um imigrante e visitava os parentes principalmente com o interesse em fotografias antigas. Com tamanho interesse na história de minha família, comecei a estudar alemão e devido a esse conhecimento do idioma de meus ancestrais a partir de 2002, mandei e-mails para as cidades da Alemanha, de onde são naturais os meus antepassados. Recebi algumas respostas muito interessantes, alguns parentes mandaram informações familiares que remontam até o século XVI e XVII. Em pouco tempo, cerca de três anos, juntei um acervo enorme sobre famílias alemãs aqui do Sul do Brasil, foram 21 mil nomes de parentes, 1,7 mil fotografias antigas, mais de 500 revistas no idioma alemão, cerca de 100 livros sobre imigração, com esse material conseguiria montar um museu.

Com o ingresso para o curso superior em 2005, comecei a me dedicar mais para as matérias do curso, portanto já não podia mais pesquisar como outrora. No começo foi complicado, era tão bom todo dia procurar algo, dar um telefonema, visitar um parentes, ler um livro sobre o assunto. Fui me adaptando mas a genealogia é um vício, sorte que esse vício leva a pessoa ao conhecimento, mesmo que muitas vezes informações que apenas servirão ao genealogista e a sua família. Em 2006 praticamente parei com as pesquisas até que tive uma idéia que achei que facilitaria mais esse trabalho, ajudou um pouco, mas foi algo complicado de se fazer e ainda está sendo. Uma pesquisa de família demora anos, pessoas nascem, morrem, casam, descasam e tudo isso precisa ser atualizado, mulheres casam e o sobrenome de sua prole já não é o mesmo que o seu, o que também complica para achar descendentes das mulheres de uma família. Alguns vão pra longe, já descobri parentes morando no Japão, na Austrália, em locais do outro lado do globo.

Descobri os mórmons, a Igreja de Jesus Cristo dos Santos Últimos Dias, até onde sei, todos eles pesquisam sobre seus antepassados ou deveriam. Eles percorrem todos os locais pelo mundo onde lhes permitem que fotografem todas as documentações referentes a pessoas, registros de igrejas, livros de impostos, censos. Por isso eles tem um arquivo enorme de genealogia, o maior do mundo, só na internet são 3 milhões de nomes e em Salt Lake City, onde está a sede da igreja deles são ao todos 4 bilhões em um enorme arquivo. Em Novo Hamburgo eles tem um centro de pesquisa e por um preço bem baixo eu encomendo as informações de diversas cidades e fico pesquisando. As vezes não é fácil pois os registros da igreja católica na Alemanha eram todos em latim, os padres não registravam os nomes dos avós paternos, avós maternos da criança batizada e muitas vezes nem o sobrenome da mãe era mencionado. Mas para quem gosta de fazer essas pesquisas, deve ter paciência, um pouco de conhecimentos e muita vontade para procuras. Então ultimamente estou pesquisando somente nomes de meus antepassados, suas descendências deixo que cada ramo da família complete sobre a sua.

Agora mandei novamente material para as cidades de onde vieram antepassados pedindo por informações, obtive várias respostas de parentes distantes e genealogistas interessados, e em uma breve pesquisa no google consegui nomes de antepassados que eu tenho em comum com dois senhores da Alemanha. No próximo dia 16, em dezembro irei para a Alemanha e ficarei próximo das cidades de onde preciso documentações, irei fazer pesquisas por lá e já tenho convite para passar em Kirchberg, Mannheim e Liesenich, na Baviera e na Renânia. Estou ansioso para as visitas e pesquisas e espero conseguir muito material por lá, com certeza terei ótimas experiências e pretendo escrevê-las junto com todas essas informações para um dia termos publicações dessas famílias.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Abaixo-assinado em São José do Hortêncio

Muitas pessoas conhecem São José do Hortêncio, município de aproximadamente 4.500 habitantes, fundado em 1829, a terceira colônia fundada por alemães no Rio Grande do Sul, sem dúvida uma das primeiras cidades fundadas no Brasil, embora recentemente emancipada de São Sebastião do Caí, há 19 anos. Hortêncio faz divisa com quatro municípios, Linha Nova, Presidente Lucena, São Sebastião do Caí e Lindolfo Collor. A maioria de seus habitantes são agricultores, a cidade é uma das maiores produtoras de hortifrutigranjeiros no Estado, é um absurdo que um município dessa importância e dessa idade não tenha um único acesso a asfalto, indignado com essa situação de descaso de todos os governos anteriores para com Hortêncio, cidade onde tenho parentes e amigos, decidi cobrar com um ato de cidadania, os direitos de nossos conterrâneos munícipes de Hortêncio.

Peguei os nomes no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) dos três Deputados Federais que fizeram mais votos no município, fiz um texto endereçado a eles e um abaixo-assinado e em oito dias indo de casa em casa consegui 1.100 assinaturas, cerca de 25% dos habitantes, em cada residência que visitava ficava mais evidente que o asfalto é algo que todos precisam e com pressa, a cidade não se desenvolve como deveria, os médicos não vão mais até o município, as pessoas tem que conviver com a poeira diariamente, sugiro a todos os políticos que também passem uma semana em Hortêncio e façam o que fiz, visitem casa por casa para ver pelo que passa a população. Depois entreguei o abaixo-assinado aos Deputados Zimmermann do PT e Bonow dos Democratas, (teria também entregue ao Deputado Redecker, o mais votado, falecido no dia 17/07 no acidente da TAM). Também fui atendido pelo Dr. Gilberto Cunha, Diretor Geral do DAER no RS, que após minha visita em Porto Alegre visitou o prefeito de Hortêncio dizendo a ele que há vontade do Estado em pavimentar algum dos acessos e que isso é uma questão de tempo.

Depois do apoio que recebi dos habitantes percebi que estamos todos juntos nessa causa, ganhei apoio e grande receptividade por parte dos moradores, também a atenção do Jornal NH que fez uma reportagem na contra-capa no dia 24/02/2007 sobre a situação do Vale do Caí e do abaixo-assinado em Hortêncio, o Deputado Zimmermann também escreveu para o jornal NH falando sobre o assunto e disse que essa mobilização chamou muito a atenção dele.
Um dos assessores do Dr. Gilberto Cunha me disse uma vez, “dos 496 municípios gaúchos, cerca de 110 não tem acesso a asfalto, mas quantos desses estão cobrando das autoridades? Vocês têm a nossa atenção com essa grande mobilização e isso facilitará na hora de decidirmos onde investiremos nossos recursos”. Alguns me diziam lá em Hortêncio, nunca ninguém nos ajudou aqui no município, esse abaixo-assinado não dará em nada, e eu dizia sempre, isso não dará em nada se não nos mobilizarmos, se não cobrarmos, infelizmente em nosso país, sem mobilização popular não conseguimos nada, e já chamamos a atenção das autoridades, agora vamos continuar cobrando e esperar os resultados de nosso esforço.